Estes artigos, em minha opinião, são os dois melhores artigos sobre Amor Incondicional, em língua portuguesa, que existe aqui na Net. Por essa razão, volto a posta-los, aqui no meu blog!

Amor - Casal 24º

Particularmente defino estes dois artigos, como os dois melhores artigos em língua portuguesa, sobre Amor Incondicional, que existe aqui na Net. Por essa razão, aqui ficam novamente no meu blog!

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O amor e os relacionamentos: perspectiva budista

 

Caros amigos e amigas,

Numa sociedade em que os relacionamentos são feitos de promessas e juramentos pode parecer bastante difícil à primeira vista aceitar a perspectiva budista sobre o amor. Mas de facto se analisarmos a natureza de uma promessa ou juramento chegamos à conclusão que não passa de uma forma artificial e redutora de manter uma relação. Assim, tendo como base a promessa, o relacionamento é o oposto do amor. A promessa limita, cria fronteiras e, por isso, destrói a liberdade.

O amor, na perspectiva budista, é liberdade. Isto significa que a nossa promessa é unicamente não ter promessas… Dito de uma forma menos polémica seria: a nossa única promessa é manter espaço. Manter espaço numa relação significa dar a oportunidade da outra pessoa se expressar tal como é e não como nós queremos que ela seja… significa estar receptivo e aberto a todas as possibilidades.

A diferença é muito bela… torna o mundo mais colorido e pouco monótono. Por isso faz todo o sentido amar a diferença. Contudo, a diferença também é o nosso desafio. Sem amor essa diferença torna-se o nosso problema e a causa do nosso sofrimento. Mas com amor a diferença faz da vida um quadro muito bonito. Neste quadro tudo é diferente, mas ainda assim tudo existe em relação de interdependência. Tudo é inseparável. E o que faz ver tudo belo e perfeito são os olhos da sabedoria: o amor!

Portanto, no budismo em vez de relacionamentos, falamos em amor. É o amor que devemos praticar e não as promessas…

Tulku Lobsang explica muito bem a importância de mantermos espaço numa relação da seguinte forma: quando estamos demasiado próximos deixamos de ver a pessoa que está ao nosso lado; é necessário um certa distância para nos continuarmos a ver, para apreciarmos e valorizarmos.

O amor precisa de espaço para sobreviver. Por isso, o alimento do amor é a liberdade… assim, mais importante que a quantidade é a qualidade dos momentos!

Mas se existe apenas liberdade também é demasiado frio. É necessário dar-lhe amor para que possa aquecer.

Da união das duas nasce o amor perfeito… difícil de se obter, mas possível!

Esse amor puro está para além do medo e das expectativas. Não tem medo de perder, porque sabe que o amor não é algo que se tem… Não espera nada, porque sabe que quem ama automaticamente recebe…

Mas o nosso problema é que para nós amar alguém, significa “quero-te” e, por isso, sofremos do apego e do ciúme… ou que o nosso amor depende do amor da outra pessoa e por isso sofremos da rejeição… mas a magia do amor é que no momento que amamos tornarmo-nos livres! Amamos e nesse momento libertamo-nos dessa pessoa… isto significa que o quer que essa pessoa faça, está tudo bem para nós… porquê? Porque a amamos! Então amar profundamente alguém significa que existe pelo menos uma pessoa que não nos causa problemas neste mundo! Essa pessoa, com as suas virtudes e defeitos apresenta-se perfeita aos nossos olhos.

Por isso quem ama fica sempre a ganhar! Pois quem ama é quem se liberta…

E se o amor for muito profundo, essa pessoa está sempre no nosso coração. Não há distancia que nos separe.

E mesmo que essa pessoa não me ame, não sofro de rejeição, mas sinto compaixão… compaixão porque quem não me ama é quem fica a perder! Perde a magia do amor!

Mas amar desta forma tão incondicional é muito difícil. Até porque confundimos amor incondicional com paixão e paixão nada mais é que a obsessão por uma pessoa: vivemos em função daquela pessoa e perdemo-nos a nós mesmos. Perdemos o nosso espaço. Logo é demasiado quente e queima-nos. Esse fogo destruir-nos-á mais cedo ou mais tarde.

Encontrar o quentinho do amor incondicional e saber mantê-lo é tarefa de muitas vidas… mas não é impossível!

Requer desenvolver um amor que passa pelo profundo respeito e confiança.

Enquanto o amor fizer sofrer, definitivamente não é amor… se o amor causasse sofrimento não faria sentido praticá-lo. Já temos sofrimento suficiente neste oceano de samsara!

Conclusão: o amor aceita a mudança. Caso contrario estamos a lutar contra a lei da natureza. E a natureza de tudo é mudança. E o que faz essa mudança ser bela e perfeita é o amor. Unicamente o amor! Por isso, o amor não só aceita a mudança como faz ver bela a mudança!

Mas a nossa tendência inata é apegarmo-nos ao fixo e imutável. Queremos que as nossas relações durem toda a vida na forma como idealizámos. Não damos espaço para a mudança… a mãe não aceita que o filho cresça e conquiste a sua independência; o melhor amigo não tolera partilhar o seu lugar com outros amigos; a namorada não compreende a mudança de comportamento do namorado; o marido não aceita que a sua mulher mude de filosofia de vida… etc, etc….

Nós mudamos, a vida muda, logo é perfeitamente natural as relações também mudarem. Apenas há algo que não pode mudar: o amor! Esse deve permanecer indestrutível. E é o amor que nos faz adaptar à música que a vida nos apresenta. Dependendo da música devemos dançar de forma diferente… esta é a forma de expressarmos o nosso amor!

Por isso, viver ou não toda a vida com a mesma pessoa não é relevante na perspectiva budista. O mais importante é praticarmos o amor durante toda a nossa vida… com o amigo, a namorada, o marido, o conhecido e o desconhecido! Mas em especial com aqueles que nos colocam mais desafios. Com esse temos de praticar todos os dias!

O budismo ensina como praticar o amor. A prática do Poder do Amor é uma forma de gerarmos um amor cada vez mais incondicional e natural.

Fonte: http://anataboadablog.com/2013/04/16/o-amor-e-os-relacionamentos-perspectiva-budista/

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Amar é libertar-se do medo – Gerald Jampolsky

 

Você algum dia já se deu a oportunidade de passar apenas um dia concentrando-se em aceitar completamente todas as pessoas e não fazer julgamentos? A maioria de nós acha essa tarefa muito difícil, pois é raro passarmos alguns momentos – quanto mais um dia inteiro – sem fazer um julgamento. Quando pensamos no assunto, muitos de nós ficamos consternados com a frequência com que condenamos os outros e a nós mesmos. Às vezes sentimos que é quase impossível parar de julgar. No entanto, tudo o que realmente precisamos é a disposição de começar a praticar não fazer julgamentos, a não esperar uma perfeição absoluta. O abandono de velhos hábitos vem com a prática repetida e constante.

A maioria de nós manifesta um estado que poderia ser chamado de “visão de túnel”. Não vemos a pessoa como uma totalidade. Vemos apenas um fragmento da pessoa, e nossa mente muitas vezes interpreta o que vemos como defeito. A maioria de nós foi criada num ambiente doméstico e escolar que enfatizava a crítica construtiva, que, na verdade, em geral, é um disfarce para apontar defeitos.

Nessas ocasiões em que nos surpreendemos repetindo esse mesmo erro com nosso cônjuge, nossos filhos, nossos amigos ou mesmo com alguém que só vemos de vez em quando, talvez fosse bom acalmar a mente, observar nossos pensamentos e tomar consciência de que apontar defeitos é uma atitude que depende totalmente de nossas experiências passadas.

Avaliar e ser avaliado pelos outros – um hábito do passado – resulta, no pior dos casos, em medo e, no melhor, em amor condicional. Para sentir Amor incondicional, precisamos livrar-nos do nosso severo juiz interior. Em vez de um juiz severo, precisamos ouvir a nossa poderosa voz interior dizendo a nós e aos outros: “Amo e aceito você completamente tal como é”.
À medida que reforçamos a decisão de só ver o Amor, fica mais fácil nos concentrar nos pontos fortes dos outros e ignorar suas fraquezas. É importante aplicar essa lição a todos e também a nós.

Gerald Jampolsky – em “Amar é libertar-se do medo”

Fonte: http://portaldabuscaespiritual.blogspot.pt/2014/01/amar-e-libertar-se

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