Sobre o Amor (texto de Sofia Maldonado)

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Texto verdadeiramente Maravilhoso de Sofia Maldonado.
É com muita satisfação que o compartilho aqui no meu blog!

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Amor significa muitas coisas diferentes para cada um nós, e para cada um em momentos diferentes.

Aquilo que sentimos muda ao longo do dia, das horas e dos minutos. Num minuto estamos bem-dispostos, no outro, se calhar, já não. Entender esta impermanência das nossas emoções ajuda-nos a entender o amor e a perceber como é difícil sentir este sentimento 24 horas por dia.

No entanto podemos criar mais momentos de amor na nossa vida e no nosso dia. Porque o amor também se cria, e principalmente mantém-se através dos nossos actos e palavras.

Muitas vezes achamos que sentirmos amor ou não tem a ver com o outro e com o que o outro faz.

Mas a espiritualidade diz-nos o contrário. Diz-nos que o amor é cultivado por nós, e tem que ser mantido nos nossos gestos, maneiras de falar, no gosto de servir o outro, e no desejo de que o outro se se sinta bem.

A espiritualidade fala-nos de um amor que é muito diferente de estar apaixonado e viver numa tempestade de emoções e desejos, e de ter o estômago cheio de borboletas.

O amor espiritual é uma amor calmo e sereno, e vem do coração. É um bem-estar e uma serenidade, que com bondade deseja que o outro esteja bem, se sinta feliz.

Quando o amor vem do coração olha para o bem-estar do outro em vez de olhar para as diferenças, e deseja que ele esteja bem.

Mas o amor não é só um sentimento. O amor é acção, é aquilo que mostramos e fazemos, o que dizemos e a forma como o dizemos.

E por isso também é uma prática diária, um construir e um reconstruir.

Por vezes não nos sentimos amorosos, estamos cansados e preocupados ou aborrecidos com as questões do dia, do trabalho e outras. Acabamos por tomar o amor como algo que nos pertence, que é garantido, e esquecemos-nos que o amor precisa de ser regado todos os dias como uma planta que precisa de água para não secar.

Tudo isso parece óbvio. Mas o que acaba por ser óbvio é que grande parte das vezes é isso que falta, e por isso o amor vai morrendo, secando com a falta de água de uma palavra carinhosa, de um incentivo ou de um abraço. De saber ouvir e de permitir o silêncio.

Outras vezes pensamos que temos que fazer coisas giras para nos mantermos satisfeitos. Mas na verdade são as pequenas coisas, o dia-a-dia, que mantém o amor vivo.

É o respeito, o interesse, a capacidade de ouvir e compreender, a inter-ajuda, o incentivo mútuo, a bondade com que se fala e ouve, e se trocam toques e olhares. Pequenos gestos como o perguntar “precisas de ajuda?” e ajudar de livre vontade, porque sim, porque isso traz ainda mais amor ao coração preenchendo ambos de contentamento.

Fonte: Sofia Maldonado Blog

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