Amor bondade, compaixão, alegria altruísta e equanimidade.

O sabor da liberdade que permeia os ensinamentos do Buda é o sabor da liberdade espiritual, que na perspectiva Budista significa a libertação do sofrimento.

No processo de emancipação do sofrimento, a meditação é o meio para gerar o despertar interior necessário para a libertação. Os métodos de meditação ensinados na tradição do Budismo estão baseados na própria experiência do Buda, forjados por ele durante a sua própria busca pela iluminação.

Eles estão desenhados para recriar, no discípulo que os pratica, o mesmo tipo de iluminação que o próprio Buda alcançou quando ele sentou sob a figueira-dos-pagodes, o despertar para as Quatro Nobres Verdades.

Devemos, no entanto, lembrar que o Buda recomendou de maneira enfática que cultivemos quatro moradas divinas ou estados sublimes da mente: amor bondade, compaixão, alegria altruísta e equanimidade.

Se você ama agora e odeia depois. Se você ama quando quiser e odeia quando quiser. Você ama quando tudo está bem e sem problemas e odeia quando alguma coisa dá errado no relacionamento entre você e a outra pessoa. Se o seu amor muda dessa forma de tempos em tempos, de lugar em lugar e de situação para situação, então o que você chama de “amor” não é o amor verdadeiro (amor bondade ou metta) mas sim desejo, cobiça ou luxúria – de nenhuma forma isso é amor.

O tipo de amor bondade (metta) a que ele se refere não possui um oposto ou um motivo velado. Assim, a dicotomia amor-ódio não se aplica ao amor bondade cultivado através da sabedoria ou da atenção plena, pois ele nunca irá se transformar em ódio à medida que as circunstâncias mudarem. O verdadeiro amor bondade é uma faculdade natural que está oculta sob o amontoado de desejo, raiva e ignorância. Ele não pode ser dado. Nós precisamos encontrá-lo dentro de nós mesmos e cultivá-lo com a atenção plena. A atenção plena o descobre, cultiva e mantém. A consciência do “eu” se dissolve com a atenção plena e o seu lugar é tomado pelo amor bondade isento de egoísmo.

Antes de nos dedicarmos à prática desses estados nobres da mente, devemos superar a raiva, que é uma maneira impensada de desperdiçar a própria energia. A raiva, quando ativa, se compara à água fervendo ou, quando não é expressa, ao preconceito.
Ela pode destruir a nossa prática de meditação e o treinamento das virtudes.

A raiva em si impede que tenhamos uma visão correta das coisas e consequente desenvolvimento do amor verdadeiro.

A compaixão (karuna) num sentido mais abrangente: “ação compassiva”, leva em conta toda e qualquer ação realizada no sentido de amenizar o sofrimento dos outros seres. Assim, na medida em que ajudamos os outros e facilitamos o seu processo de cura e transformação, todos nos beneficiamos, em virtude da unicidade de todos os seres.

A alegria altruísta (mudita) é o prazer que vem com a felicidade das outras pessoas. É comemorar a felicidade e a realização em outras pessoas, mesmo quando estamos diante de tragédia em nós mesmos. Mais amplamente como uma referência a uma mola interior de alegria infinita que está disponível para todos em qualquer momento, independentemente das circunstâncias.
O exemplo tradicional deste estado mental é a atitude de um pai observando um filho que cresce cheio de realizações e sucessos.

A equanimidade (upekkha) é a não indiferença, no sentido de indiferença pelos outros. E uma força espiritual em face das flutuações da fortuna do mundo. É a uniformidade da mente, liberdade (do sofrimento) inabalável da mente, um estado de equilíbrio interior que não pode ser rompido por ganho e perda, a honra e a desonra, louvor e culpa, prazer e dor, etc.
Na medida em que abandonamos os pensamentos “meu” ou “auto” nós permitimos nosso coração entrar num estado de equanimidade. Assim não sofreremos os efeitos da agitação causados pela luxúria, ganância, raiva, ódio, ego, etc. E estaremos caminhando para um estado de libertação.
Equanimidade é o estado supremo onde o amor bondade, compaixão e alegria altruísta podem se manifestar plenamente.

O caminho é árduo mas como sustentado por buda, o caminho é uma espiral, a cada virtude que melhoramos, ajudamos a melhorar todas as outras.

www.what-buddha-taught.net

Fonte: http://praticandooagora.blogspot.pt/2010/03/amor-bondade-compaixao-alegria.html

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